16/01/2006
Santiago-CHI -> Temuco-CHI
Como era uma segunda-feira e o comércio de Santiago-CHI estaria aberto, o Cel. Mostarda e a Beth saíram antes de todo o bonde para ir até uma concessionária da BMW trocar o cabo de velocímetro da moto. Combinamos de nos encontrar na estrada ou lá mesmo em Temuco-CHI. Mas nós também acabamos tendo alguns atrapalhos que fomos obrigados a resolver antes da partida. Retornamos àquele mesmo mecânico que tinha consertado a moto do Diabolin para o Adv trocar a bateria da moto, o Avelino soldar um dos retrovisores que tinha quebrado e eu para soldar a entrada de água do radiador que continuava vazando. Acabamos saindo para a estrada por volta das 13 horas. Apesar do trecho programado para este dia ser de 670 kms, não nos preocupamos tanto, pois sabíamos que a estrada era boa, pedagiada e totalmente duplicada.
O Adv e o Giggio acabaram se distanciando um pouco a frente de nós (Mazzo, Avelino e Diabolin) porque queriam fazer uma tocada mais rápida. Como o Diabolin e o Avelino queriam ir um pouco mais devagar e eu não queria correr tanto quanto outros, acabei ficando com eles numa tocada mais lenta. Até porque eu era o único que poderia dar um suporte para os dois no caso de uma pane seca, pois estávamos em três shadows e somente a minha tinha tanque maior.
Este trecho da viagem também não tinha tanta coisa para ver, pois o objetivo era ir mais ao sul do Chile na região dos vulcões. Apesar de saber que estávamos descendo em paralelo à Cordilheira dos Andes, ela não era tão visível da estrada. Somente mais próximo a Temuco-CHI é que começamos a visualizar um pouco da cordilheira e a região dos vulcões.
Chegamos em Temuco-CHI por volta das 23 horas. Como esta região está mais próxima do pólo sul e anoitece bem mais tarde, pegamos somente umas 2 horas de motocada a noite. Quando chegamos, encontramos com os demais e soubemos que o Adv e o Giggio encontraram com o Cel. Mostarda e a Beth na estrada, mas mesmo assim não fizeram a motocada juntos. Somente próximos a Temuco-CHI que voltaram a se reunir, quando o Cel. Mostarda parou para abastecer a 30 kms da cidade.
17/01/2006
Temuco-CHI -> Villarica -> Pucon -> Puerto Varas-CHI
Este dia estava programado para descermos mais ao sul do Chile em direção a Puerto Varas-CHI, mas antes sairíamos da autopista pegando uma estrada até Pucon-CHI, passando por Villarica-CHI para conhecer e fotografar um pouco dos vulcões.

Da própria estrada, já era possível ter uma bela visão do vulcão Villarica e, conforme andávamos mais um pouco, já tinha que parar para admirar aquelas paisagens e tirar algumas fotos. Lembrou muito a travessia da Cordilheira dos Andes, onde o percurso foi bastante demorado devido as inúmeras paisagens para serem admiradas.
O vulcão Villarica está localizado ao lado do lago e da cidade com o mesmo nome. A principal característica deste vulcão é que parece estar ativo, pois está sempre saindo uma fumacinha, dando a impressão de que vai entrar em erupção a qualquer momento, mas parece que faz muito tempo que ele está adormecido.

Seguimos até a cidade de Pucon, ainda ao lado do lago Villarica, onde é possível ver outro vulcão, também com o mesmo nome da cidade. É uma cidadezinha pequena e com bastante charme. Parece aquelas cidades das serras gaúchos, com colonizações européias e casas de madeira.

Em Pucon aconteceu um fato muito ridículo, mas comum em viagens em grupos de motociclistas se não tomar cuidado. Apesar da cidade ser bem pequena, em uma das quadras, o Avelino parou para tirar algumas fotos, consequentemente o Diabolin que vinha atrás também parou. Eu toquei até a outra quadra, onde podia parar, para aguardá-los. Mas o Avelino retornou mais um pouco para enquadrar a paisagem desejada e nessa eu fiquei aguardando por um tempo, como eles não apareciam, dei a volta na quadra para encontrá-los, mas infelizmente não os vi. Talvez enquanto eu dei a volta na quadra eles também estavam por ali num ponto onde um não via o outro. Acabou que nos perdemos numa cidadezinha e demoramos um tempo para nos reencontrarmos, pois fui até a estrada e um pouco mais para ver se eles já estavam na saída da cidade, como não os encontrei, retornei a Pucon e nos achamos no posto da saída da cidade. Os demais (Adv, Giggio e Cel. Mostarda & Beth) já tinham seguido viagem, pois não tinham paciência de aguardar o bonde das shadows, que gostava muito de parar, tirar fotos e apreciar as paisagens. Aliás, boa parte das fotos que temos registradas foram tiradas pelo bonde das shadows (Mazzo, Avelino e Diabolin), isso que o Avelino perdeu parte das fotos quando esqueceu a sua máquina no restaurante lá em Buenos Aires e não achou mais. Sorte que muitas delas já tinham sido gravadas num CD.
Seguimos viagem para Puerto Varas-CHI, mas antes saímos um pouco do nosso roteiro para visitar a cervejaria Kunstmann em Valdívia-CHI. Isso o outro bonde nem chegou a fazer, foram direto para Puerto Varas-CHI, afinal acho que eles estavam com pressa de chegar e não de passear.

Nesta cervejaria pudemos degustar diversos tipos de cerveja, algumas claras e outras escuras, cada uma com uma dosagem alcoólica diferente e mais ou menos encorpada.

Depois de experimentarmos a cerveja que mais nos agradou, pedimos aqueles "tubões" com uns 3 ou 4 litros que é servido na mesa e você mesmo enche o seu caneco sempre que desejar, a desvantagem é que esquenta muito rápido, se bem que eles não tem costume de tomar a cerveja tão gelada quanto os brasileiros. Qualquer lugar que você vá a cerveja é apenas resfriada e não como no Brasil, que é servida quase no ponto de congelamento. É claro que não tomamos toda aquela cerveja sozinhos. Neste trecho estávamos acompanhados pelos dois casais que viajavam de carro com o Escobar, então, com todo aquele calor e em sete pessoas derrubamos aquela cerveja bem rapidinho.

Seguimos viagem para Puerto Varas-CHI e chegamos lá quase meia-noite. Também tinha anoitecido a mais ou menos duas horas, pois a cidade está mais ao sul e anoitece mais tarde ainda. Deu tempo de jantar e tomar mais umas geladas.

18/01/2006
Puerto Varas-CHI
Tiramos o dia para conhecer um pouco de Puerto Varas-CHI e região.

Depois de passear pela cidade, pegamos as motos e fomos visitar uma região turística que nos foi indicada ao lado do rio Petrohue. É uma estradinha muito bonita que costeia o rio por um longo trecho.

Paramos no Parque Nacional Vicente Perez Rosales, onde paga-se a entrada para visitação, mas vale a pena, pois percorremos algumas trilhas, pudemos ver diversas cachoeiras e uma área que é muito utilizada para rafting.


Continuando pela estradinha para Petrohue, tivemos a satisfação de ver com mais detalhes o Vulcão Osorno. Conforme a névoa, que encobria o vulcão pela manhã, ia baixando, a paisagem ia ficando ainda mais bonita.

Na volta para Puerto Varas-CHI, já no meio da tarde, paramos para almoçar em um restaurante na beira da estrada e comer um salmão, que é o prato típico dessa região.
No final da tarde pretendíamos ir a Puerto Mont-CHI, mas como começou a chover na região, optamos por ficar no Hotel del Bosque, onde estávamos hospedados e visitar o centro da cidade a noite. Como o hotel fica numa região alta, tínhamos uma visão muito bonita da cidade.

19/01/2006
Puerto Varas-CHI -> San Carlos de Bariloche-ARG
Aqui começamos nosso retorno da viagem, na verdade chamamos de segunda ida, porque faríamos um caminho diferente da vinda e, como tem muita coisa nova no caminho, não dá para chamar de retorno. O grupo se dividiu logo pela manhã, pois nós, os shadowzeiros (Mazzo, Diabolin e Avelino) íamos a Porto Mont-CHI, pelo menos para dar uma voltinha pra conhecer um pouco. Já os demais (Klein, Giggio e Adv) optaram por seguir direto a Bariloche.
Para pegar a estrada em direção a Bariloche-ARG, tivemos que voltar um pouco pelo Chile até Osorno, onde seguimos pela região dos lagos. É uma estrada muito bonita, em diversos trechos, a estrada passa bem próxima aos lagos e pode-se ter uma visão belíssima das paisagens.

Apesar de atravessarmos a Cordilheira dos Andes, neste trecho não é muito alto, tem um altitude próxima a 1.300 metros, mas como pegamos chuva e a latitude é baixa, estava muito frio. Ao chegarmos na fronteira tivemos que nos esquentar com alguns goles do whisky que o Diabolin tinha, antes de fazer todos os trâmites da aduana.
Nossa sorte é que depois da fronteira a chuva deu uma trégua e nós pudemos ter uma motocada mais tranquila antes de chegar em Bariloche. Enquanto estávamos na estrada, o outro bonde (dos ligeirinhos) passou por nós. Eles haviam parado para almoçar em Villa La Angostura e nós acabamos passando por eles sem saber.


Quando chegamos em Bariloche, encontramos o Klein e fomos procurar o hotel onde tínhamos reservas. Já era meio tarde, passava das 21 horas. Depois de um bom banho, saímos por volta das 23 horas e fomos procurar um lugar para jantar. Acabamos parando num restaurante com um bom assado e purê de pappas.
