CHILE 2006

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Relato da Moto Expedição - Rumo ao Chile - Janeiro de 2006
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20/01/2006

Bariloche-ARG

Começamos o dia dando uma volta pela cidade. Apesar de Bariloche-ARG estar ao lado do lago Nahuel Huapi, não tem tantas atrações fora as margens do lago, onde os moradores utilizam como praia, no meio do cascalho e água geladíssima formada pelo desgelo das montanhas.

Depois de comer um sanduichão na praça da cidade, pegamos as motos e fomos passear pelo contorno da cidade. Primeiro fomos ao Cerro Campanário e subimos de teleférico. Lá de cima se tem uma visão muito bonita da região dos lagos que contornam a cidade.

Seguimos para o Cerro Catedral. Neste é preciso pegar dois teleféricos para chegar ao ponto que tem neve durante o verão. Apesar da pouca neve nesta época do ano, pudemos brincar um pouco e apreciar também uma belíssima visão.

Seguimos para motocar na estradinha que contorna a região dos lagos. Todas aquelas paisagens que vimos lá de cima dos morros, pudemos observar mais de perto. Fechamos a noite comendo um Ciervo na cidade de Bariloche.

 


21/01/2006

San Carlos de Bariloche-ARG -> Piedra del Aguila-ARG

Este dia foi marcado por muitas mudanças no bonde e nos roteiros. Saímos um pouco tarde de Bariloche-ARG e nossa intenção era parar em San Martin de los Andes-ARG. Pegamos uma estradinha muito bonita, mas com um porém, foi um dos maiores trechos sem posto de combustível. Em determinado momento, o Cel. Mostarda e a Beth resolveram andar mais rápido e seguiram na frente. Eles, com a GS, eram os que tinham a maior autonomia para a viagem. Conforme fomos andando, começamos a nos preocupar, pois já passava mais de 150 kms e não tínhamos avistado posto, se não encontrássemos um que fosse próximo, com certeza as duas shadows (Diabolin e Avelino) que tinham o tanque menor, teriam pane seca. Continuamos a viagem cada vez em velocidade mais baixa tentando economizar combustível para chegar até o posto. O Adv e o Giggio também estavam mais a frente. Como a minha shadow tinha um tanque de 16 litros e consequentemente uma autonomia um pouco maior, segui junto com o Avelino e o Diabolin, mas pensando assim, se eles pararem, nem vou parar também, vou tocar em frente, achar um posto, abastecer, encher algumas garrafas com combustível e retornar para socorrê-los. Mas felizmente tudo deu certo, cheguei no posto e encontrei o Klein também preocupado e, enquanto eu abastecia, logo chegaram os demais. O Diabolin tinha alguma garrafa reserva que foi suficiente para eles chegarem.

Seguimos em frente e chegamos em San Martin de los Andes já no meio da tarde. Encontramos a cidade meio vazia e só uma pizzaria aberta. Enquanto nos alimentávamos o Escobar, que viajava de carro, parou na pizzaria e disse que já tinha feito uma busca por hotel na cidade. Todos eram muito caros, mais de três vezes o preço que vínhamos pagando e, como era final de semana, só aceitavam um mínimo de duas diárias. Resolvemos abastecer novamente para evitar surpresa e seguir viagem. Enquanto estávamos abastecendo começamos a conversar o caminho que pegaríamos, pois tínhamos duas possibilidades para Neuquen, que era nossa próxima cidade para o dia seguinte. Nem deu tempo de conversarmos direito, o Klein já se mandou pelo caminho mais curto, mas com incerteza de ser a estrada em melhores condições. Logo em seguida o Adv e o Giggio também foram embora seguindo o caminho do Klein. Quando vimos, só estavam no posto eu, Diabolin, Avelino e o Escobar com o pessoal do carro, conversamos e resolvemos pegar o trecho um pouco mais longo mas com certeza de asfalto bom. O Escobar ia nos escoltar pelos primeiros 170 kms que eram os mais críticos, sem previsão de posto de combustível, isso foi a nossa sorte, pois a moto do Avelino já vinha dando umas apagadas e neste trecho a situação piorou. A bateria não recarregada, então tivemos que parar algumas vezes e fazer carga com o carro do Escobar. Isso acontecia a cada 50 kms mais ou menos. Acabou anoitecendo e nós ainda estávamos longe de Neuquen, então não tinha jeito, com todos estes atrapalhos e problemas na moto do Avelino, paramos para dormir em Piedra del Aguila-ARG, num hotelzinho de beira de estrada.


22/01/2006

Piedra del Aguila-ARG- > Neuquen-ARG

Logo cedo, antes de sair do hotel o Avelino deu uma nova carga na bateria e tocamos para Neuquen-ARG. Como tínhamos um pouco mais de 200 kms para percorrer, o Escobar nos acompanhou até Neuquen-ARG para socorrer o Avelino nos casos de falta de energia. Depois de nos deixar em Neuquen, o Escobar seguiu viagem e nós ficamos na cidade, pois era capital e seria mais fácil encontrar socorro mecânico e, como era domingo, teríamos que esperar pela segunda-feira. Então encontramos um hotel e fomos almoçar.

A cidade parecia ser bem vazia, pois não víamos quase ninguém pelas ruas. Resolvemos descansar um pouco depois do almoço e, no final da tarde, fomos dar uma volta. Procuramos pela cidade para tentarmos encontrar o outro bonde (Klein, Adv e Giggio), mas não vimos nem sinal deles. Depois, ficamos sabendo que eles dormiram em Zappala na noite anterior e passaram reto por Neuquem naquele dia.

Para nossa surpresa a cidade se mostrou muito diferente a noite, pois tinha bastante movimento bem próximo do hotel e, a menos de 2 quadras, rolava um show com muitos atrativos, além de uma feirinha com produtos artesanais da região.

 

23/01/2006

Neuquen-ARG -> Medanos-ARG

Fomos logo cedo procurar um mecânico para arrumar a moto do Avelino. Depois de muito procurar, o mecânico achou o problema da moto. Era um cabo que estava em curto na balança e com isso descarregava a bateria. Aproveitei o mecânico e já troquei o óleo da minha moto também.

A moto acabou ficando pronta por volta do meio-dia e lá pelas treze horas pegamos a estrada no sentido de Bahia Blanca-ARG, mas não fomos até lá, paramos para dormir num hotel, estilo hotel fazenda, na beira da estrada na cidade de Medanos-ARG. Além de um preço bom o hotel tinha vários atrativos, inclusive piscina, mas o que valeu mesmo a pena foi um belo jantar oferecido no próprio hotel, onde tomamos umas geladas e fomos descansar.

Ficávamos imaginando onde estaria o outro bonde, que nós chamávamos de bonde dos apressadinhos, pois eles queriam chegar logo (não sei onde) e nós íamos sempre numa tocada mais lenta, apreciando muita as paisagens e tirando bastante fotos.


24/01/2006

Medanos-ARG -> Buenos Aires-ARG

Passamos por algumas estradas muito bonitas depois de Medanos-ARG. Estradas que mereceram diversas paradas para fotos.

Conforme íamos tocando, víamos algumas nuvens muito pretas, que em certos momentos estavam a nossa frente e as vezes ao lado, achávamos que conseguiríamos desviar de toda aquela chuva, mas não teve jeito, a chuva veio tão forte, com rajadas de ventos que tentamos encontrar algum lugar para parar, pois quando os caminhões passavam em sentido contrário, a moto até balançava e, em alguns segundos, ficávamos sem qualquer visibilidade de tanta água que caía, mas só fomos encontrar um posto, onde paramos também para abastecer, quando a chuva já tinha diminuído um pouco.Quando resolvemos continuar a viagem, veio uma nova nuvem negra e novamente com chuva intensa, então resolvemos aguardar até que diminuísse. Acabamos esperando por mais de uma hora no posto.

Depois de mais uns 200 kms chegamos em Buenos Aires e fomos até o hotel onde o Escobar estava hospedado. Quando o encontramos, ele informou que o outro bonde das motos também estava em Buenos Aires e indicou o hotel onde eles estavam. Fomos para lá e, apesar de ser um pouco tarde, ainda saímos para jantar com o Adv, Giggio e o Mecca, que veio de São Paulo encontrar conosco e retornar com o bonde.

Neste jantar ficamos sabendo que o "bonde dos ligeirinhos" já estavam em Buenos Aires a mais de um dia e no dia seguinte já seguiriam para o Uruguai. O Avelino também teve a infelicidade de esquecer a máquina fotográfica no restaurante e no outro dia, quando retornou, ninguém disse que tinha encontrado, consequentemente ele perdeu muitas das fotos que tinha tirado. Como nós chegamos só naquela dia em Buenos Aires, que aliás era o dia programado para estar lá, pois o bonde lgjeirinho cortou algumas etapas e adiantou um dia a viagem, resolvemos que ficaríamos o dia seguinte naquela cidade para fazermos algumas visitas e não seguiríamos com o outro bonde. Então nos despedimos e combinamos de nos encontrar em Montevidéo-URU. Eles falaram que ficariam uma noite naquela cidade, o que não estava previsto no roteiro original.


25/01/2006

Buenos Aires-ARG

Como não conhecíamos muito a cidade, resolvemos sair de táxi para passear por Buenos Aires-ARG. Primeiramente fomos ao porto comprar nossas passagens do Buquebuss para a travessia ao Uruguai no dia seguinte. Levamos muita sorte, pois tínhamos programado de pegar o Buquebuss lento, que é mais barato e leva três horas para atravessar, mas como este estava estragado, eles estavam vendendo a passagem do rápido ao custo do lento. A outra sorte é que não tinha mais passagens na classe econômica, então nos venderam a primeira classe ao custo de econômica.

Pegamos outro táxi e fomos conhecer alguns pontos turísticos, praças, Casa Rosada e o Caminito. Almoçamos uma Parrilla no centro da cidade, assistimos alguns shows de tango que acontecem em diversos pontos da cidade e fechamos o dia com um bom chopp.


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