MACHU PICCHU

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Postado em 15/01/2008

Chegamos ao PICCHU máximo

Ééééééééééé amigos moto-andantes.

Na verdade esta foto era para ter o grupo todo, ou seja, o Rey e a Raynha também deveriam estar aqui. Mas como eu e o Luis Plein subimos o Waynapicchu, quando voltamos o tio Reynando já estava lá fora, entao nao deu para eles participarem da foto. Voces podem até nao ver, mas o Cel. Mostarda e a Nunfaia estavam conosco nesta foto, como o angulo da máquina é pequeno, ficaram fora da imagem.

Antes de ontem, dia 13, fizemos um passeio de U$ 20,00 por pessoa por alguns pontos turisticos na regiao de Cusco. Pela manha fomos visitar o povoado de Pisac. Primeiramente, como nao poderia deixar de ser, o ônibus nos deixou na feirinha do povoado de Pisac, é lógico, para turista gastar um pouco. Depois fomos visitar o vale sagrado de Pisac, onde viviam aquele povo. O mais interessante, além das paisagens e ruinas, foi ver o local onde enterravam os mortos. Eram buracos no próprio morro, em posicao fetal e de frente para o sol nascente. Eles tinham certeza que o morto já nasceria em outra vida, por isso enterravam em posicao fetal.

Tirei até uma foto do patrocinador…

Depois de Pisac fomos almocar e visitar a cidade de Ollantaytambo. É uma cidade no roteiro para Machu Picchu, pra quem sai de Cusco, com vários pontos turísticos. É claro que a agência também deixou perto de uma feirinha. É pra gastar mesmo, hehehehe….

Bem, terminado este passeio, no final da tarde, fomos para o hotel dormir cedo pra levantar as 2:30 da manha pra visita a Machu Picchu.

Pegamos um pacote turísitico por U$ 220,00 por pessoa. É caro mesmo, tudo pro lado de Machu Picchu é caro. O pacote incluia desde a saida do hotel em Cusco, até o retorno no próprio hotel. O guia nos pegou as 3:00 da manha e fomos em 2 taxis até Ollantaytambo, para pegar o primeiro trem partindo de lá, pois se pegássemos a partir de Cusco chegaríamos muito tarde e nao teríamos tempo pra ver tudo. Pegamos o trem e chegamos a Machu Picchu as 7:30 da manha. Neste trem, fomos na classe turística, como todo mundo estava com sono, fomos dormindo. Chegando a Águas Calientes, pegamos um micro-onibus que leva até a entrada de Machu Picchu, mais uma meia-hora por uma estradinha de chao, cheia de curvas e só subida.

Em Machu Picchu entramos junto com um guia local, que também estava incluso no pacote, que nos deu detalhes das ruinas e do povo inca. Sobre isso nem vou comentar muito, pois é possível ler em vários locais, ou entao voce tem que vir pra saber, rs…..

Depois do mini tour com o guia, eu e o Luiz Plein, os MACHUS, subimos o ponto mais alto, que é o morro Waynapicchu, onde pode se ver toda a área, desde que o tempo nao esteja fechado. Ficamos um tempo lá em cima, mas como estava meio “anuviado” nao deu pra ver tudo. Tá aí mais um motivo pra voltar, rsss…..

Os PICCHUS ficaram com medo de subir e só passearam pelas ruinas na parte mais baixa. Na verdade nao é fácil de subir nao. É uma escadaria de pedras, toda torta, praticamente vertical em muitos pontos e na beira do precipício. Leva-se uma hora e meia a duas horas pra subir, dependendo do fôlego. Como o tempo estava fechado e nao deu pra ver muito, eu diria que nao valeu a pena subir. Mas voce só sabe se vale ou nao, subindo. Acho que com o tempo bem aberto até vale a pena, a vista deve ser fantástica.

Depois de um tempo lá em cima descansando, tivemos que fazer todo o caminho de volta, que também nao é fácil. Chegando lá embaixo, só a Dona Mazza estava nos esperando, por isso nao foi possível tirar uma foto com todos.

Passeamos mais um pouco pelas ruinas e fomos embora. Na saida até ia comprar uma água, mas como pediram 10 soles pela garrafinha de 300 ml, deixei para tomar lá embaixo, em Águas Calientes, onde custava 2 soles cada uma. Falando em comprar, já pegamos umas 3 moedas de 5 soles falsificada. E tá difícil passar pra frente, hehehehe….

Também almocamos em Aguas Calientes, lá pelas 4 da tarde e pegamos o trem as 4:50. Desta vez em primeira classe, pois nao tinha mais a classe turística. Neste trajeto tivemos até servico de bordo, show e um desfile de modas, com uma morena, dukar…., bem deixa pra lá que a Dona Mazza pode ler este relato. Mas o legal foi quando ela desfilou com uma blusinha transparente, uiiiii….. Deixa pra lá senao vou apanhar. E o Luis Plein, só dormindo. Nem viu ela desfilar de bikini.

Este trem nos deixou novamente em Ollantaytambo, onde retornamos de ônibus até o hotel. Todo este trajeto, guia e tudo mais estava incluso no pacote. Mas é caro pra krai.

Hoje, dia 15, passeamos em Cusco pela manha e viemos até Abancay, onde vamos dormir pra pegar mais um trecho amanha para Nazca. Foi um trecho curto, de mais ou menos 200 Km, mas levamos quase a tarde toda pra fazer, pois tinha chuva em alguns pontos e era só curva. Nos trechos de tempo seco, foi uma delícia, coisa de raspar pedaleira, além do visual que é belíssimo, mas já estamos acostumados com isso, hehehehe…

Bonde Picchu du Machu.

Cel + Nunfaia. Obrigado por toda colaboracao de voces. Voces estao aqui conosco.

Comentários

Caramba...
Até as mochilas do Fireman viajaram pro exterior. Só o patrocinador que não!!!
Valeu, Mazzo. Vou mostrar que nossa empresa patrocina freqüentes excursões dos clientes mais gastadores para os Andes.
Agora, essa de economizar comprando água de 10 para 2 xamixoles... Pô, isso deve valer uns 30 centavos de real!
Porém... Pensei que iam subir de moto, não de Kombi até o topo do Pichu.
Smack pras gurias. Quebra-costelas pros machus!
El GDM
gato.da.mata@gmail.com
http://www.paginadogaucho.com.br/


Postado em 17/01/2008

COM ou SEM EMOCAO ???

Bem amigos moto-andantes….

Vou “tentar” ser breve que essa yorra de lan house fecha daqui a pouco.

Ontem, 16, fizemos o trecho de Abancay para Nasca. Nos primeiros 300 e poucos km foi XdB. Estradinha boa, no meio do vale, em altas altitudes, com aquelas belas paisagens que jah estamos acostumados e tudo mais. Ateh a Dona Mazza foi motokar. Aih paramos em PUQUIO para almocar, lah pelas duas e meia/tres horas da tarde. Comidinha ruim pra krai numa cidadezinha dos infernos. Enquanto almocavamos comecou aparecer uma poeira enorme passando pela porta do restaurante. Quando fomos ver mais com calma era a neblina chegando. No almoco ainda comentamos: Estamos bem, soh mais 150 km e estamos em Nasca. Doce ilusao. A partir de Puquio pegamos aquela neblina que nao dava pra ver mais de 3 ou 4 metros a frente da moto. E o pior, uma estrada que um dia teve asfalto, hoje soh tem buracos e lama. De monte. Foram mais ou menos 60 km de estrada pessima a 20 ou 30 km/h. Praticamente em primeira marcha, as vezes dava pra por segunda. O restante era asfalto ruim com diversos buracos. Levamos mais de 4 horas pra fazer os 150 km. Quando aliviava a neblina comecava chuva que nao parava mais, daquelas bem forte mesmo, com muito frio devido a altitude, em alguns momentos gelo se formando no parabrisa do Zeh Alfredo. O pior de tudo eh que aqui, devido a altura e os morros, tem muito deslizamento de barreiras, alem de nao ver nada, muita chuva, ainda tinha que desviar de um monte de pedras rolando pelo asfalto, passavam como se fossem passarinhos voando sobre a pista, algumas bem grandinhas. Eles tem um esquema, todo em concreto montado, na beira do asfaldo que faz a cachoeira que desce da montanha passar em cima da pista. Entao quando chove voce passa por dentro de verdadeiros rios que cruzam o asfalto. Na hora que estava chovendo forte, estes rios eram com pedras rolando junto e cruzando a pista. Imagine a emocao. Precisava parar a moto, engatar a primeira e “passar o rio sobre a pista” praticamente na diagonal a favor da cachoeira. Torcendo para que as pedras que tinham no meio fossem pequenas. PURA EMOCAO !!! Conseguimos vencer este trecho e saimos vivos, chegando a Nasca jah a noite.

Bom, passado o susto, chegamos a Nasca e, enquanto procuravamos hotel, jah chegou um agente de turismo que ajeitou tudo. Arrumou um hotel bom, com piscina e tudo mais, foi buscar comida pra nos no restaurante e ajeitou o voo para ver as linhas de Nasca no outro dia cedo. Eh claro que ele deve ter faturado um monte em cima de nos ne? Mas pra quem tinha passado pelo trecho de Puquio que Pario, soh queriamos mordomia.

Hoje levantamos cedo e fomos voar pelas linhas de Nasca antes do cafeh, seguindo recomendacoes para nao vomitar. Voo em monomotor a mais ou menos 150 metros de altitude. O cara fazia uma volta pra quem estava na direita olhar a figura. “Olha o astronauta”, vrrrruuuummmmmmm….. Aih dava um giro com tudo para a esquerda…. “Olha o astronauta”, vrrrruuuuummmmmm…. Ateh a comida de Puquio que pariu do dia anterior queria voltar. Mas foi legal, valeu a pena, ainda quero saber quem foi que desenhou tudo aquilo. Seria dos Deuses astronautas daquele livro ???

Voltando para o hotel, tomamos cafe e nos mandamos para o sul, rumo a Camana ou Arequipa. Estrada boa, asfalto bom e tudo mais. Depois de uns 50 km jah podiamos ver o Oceano Pacifico se aproximando na nossa frente. Viajamos por uns 50 km a mais ou menos 300 metros do pacifico. Ao lado esquerdo viamos aquele deserto com suas montanhas e a direita aquele pacifico enorme. Conforme os kms foram passando a estrada se aproximava do mar. Cada vez mais bonito. Aih virou soh alegria. Passeando numa bela rodovia, com algumas curvas a beira mar e deserto, montanhas e dunas do outro lado.

Paramos para almocar lah pelas 2 da tarde num restaurante duma cidadezinha. Depois de bem alimentados (ou comidos) pegamos a estrada novamente. Puts…. que coisa linda, elas vieram com tudo. AS CURVAS. E que belas curvas. Passando a beira mar, algumas na altitude zero, em outros momentos lah em cima, tipo uns 300 metros de altitude, com uma baita vista lah em baixo, dela, da praia. Que estradinha deliciosa, foi coisa de curtir cada momento. Mais de 200 km assim.

Acabamos parando para dormir em Camana mesmo e deixamos para subir para Arequipa amanha, pois jah estava anoitecendo e iriamos pegar muita neblina.

A Lan House tah fechando. As fotos terao que ficar pra depois.

E vamo que vamo que ainda tem muito. Estamos na segunda IDA da viagem, agora rumo ao sul.

Mazzo.

Comentários

Excepcionais!
Excepcionais as fotografias, Mazzuca!
Tenho viajado cada dia contigo e fico chuleando a próxima descrição de maneira bem ávida. Fico muito feliz com tua trip e espero que, fora as zebrinhas que também deram emoção - ainda mais depois de passadas, tudo seja uma yuta curtição.
Este ano vou até CWB assistir à sessão quádupla de fotos da viagem, hohohoho...
Abrazon e obrigado,
El GDM
gato.da.mata@gmail.com
http://www.paginadogaucho.com.br/

XDB, Mazzo! Tu és duplamente PHODÃO! Que descrição dessa estradinha maldita cheia de pedras e com cachoeira no meio! De arrepiar (sem viadagem, sem viadagem...).
E esse trecho da Pan Americana à beira do Pacífico é mesmo um espetáculo (passei por aí no século XX).
E parabéns pela tua persistência em atualizar o blog: nós que estamos viajando junto aqui de longe ficamos na maior faceirice, que nem guaipeca esperando um pedaço de osso!
Baita abraço.
Kleber Diabolin
peterbr@terra.com.br
http://www.kwriter.com.br


Postado em 18/01/2008

Giramos o Peru

Bem amigos moto-andantes….
Giramos o Peru. Isso mesmo. Nossa primeira cidade dormitorio aqui dentro do Peru foi Moquega. Estamos aqui novamente. Depois de alguns dias, um giro por diversas cidades, vamos pousar aqui novamente.
Hoje saimos de Camana logo cedo para passar em Arequipa. Como quebrou o cabo de velocimentro da Craudinha, pouco antes de Camana e nos informaram que em Arequipa tinha ateh concessionaria Yamaha, fomos ate la para ver se tinha o cabo e aproveitar para visitar o tal do Mosteiro, que eh muito famoso.

Achamos a tal yamaha em Arequipa, era junto com uma concessionaria Mitsubish. De yamaha mesmo quase nao tinha nada. Tinha umas 2 motinhas 125 la pra vender. O cabo de velocimentro que ele tinha era muito curto. Ateh tentou arrumar em outro lugar, mas disse que teria que pedir pra vir de Lima e podia demorar. Deixei assim e vou tentar em Iquique, que parece ter yamaha com motos maiores.

Deixamos o Zeh Alfredo e as motos na propria concessionaria e fomos de taxi para almocar e visitar o Mosteiro. Este Mosteiro ateh e legalzinho pra ver como as freiras viviam enclausuradas, mas eu nao aconselho entrar em Arequipa soh pra isso. A cidade eh uma yerda, maior muvuca de buzina e veiculos. Logo na entrada voce precisa atravessar por rios de bosta no meio da estrada. Isso mesmo. Esgoto correndo no meio da pista. De moto isso eh uma delicia !!!!! Se pensar em Arequipa, passe reto e siga logo pra Moquega ou Tacna. Alias, so pra ir ateh Arequipa e voltar pra estrada gasta-se uns 100 km.

Devido a esta demora toda, chegamos em Moquega jah de noite. A ideia era ir ateh Tacna, mas achamos melhor parar aqui e seguir direto a Iquique amanha. Vamos ver. Se a aduana de saida do Peru nao for tao demorada quanto a entrada, talvez de tempo, pois tambem teremos a aduana de entrana no Chile novamente. Falando em aduana, voces precisavam ver minha carteira. Tem reais, dolares, soles, pesos chilenos, pesos argentinos, alem da moedarada. Tah uma zona soh. Chega uma hora que nao se sabe mais o valor do dinheiro e como faz pra transformar pra dolar ou real, na tentativa de ter uma nocao da grana. Eh complicado pra krai.

Tambem preferi ficar por aqui pq comprei uma bota, lah em Sampa, que era pra ser impermeavel, mas ela so eh impermeavel de dentro pra fora. Toda a agua que entra nao sai mais, eh uma Yuta Maravilha. Tah cheirando carnica e fazendo calo. Amanha vou fazer voar no meio do mato essa porra e tentar achar outra lah em Iquique. Eu ateh tava pensando em levar de volta e pedir a garantia, que diz ser de 3 anos, mas acho que nem vou me dar ao trabalho. Quase R$ 600,00 jogados fora. Vamos ver se mudo de ideia ateh la.

Bom, por hoje eh soh. As estradinhas de hoje continuaram XdB e sem chuva. Soh coisa boa de motocar e deitar nas curvas. Mas nos jah estamos acostumados com isso, rs…..

Abrax.

Mazzo (Com o passaporte mais carimbado que promissoria vencida).

Comentários

Ai, caramba… Estourou cabo do velocimetro.
Isso justifica aquela cambada que recomenda levar até vela extra, em função dos “destinos” com pouca infra-estrutura.
Vou torcer que o retorno seja tranqüilo. Senti um certo arzito de decepção neste último texto, mas também… Não é pra menos!
Vou torcer que os deuses incas e maias os acompanhem estrada afora. E parabéns, você tem uma legítima bota de motociclista. Onde já se viu alguma que deixa água sair?!
Abraços
EL GDM
gato.da.mata@gmail.com
http://www.paginadogaucho.com.br


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