MACHU PICCHU

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Relatos e comentários postados dia-a-dia durante a viagem
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Postado em 20/01/2008

Do Atlantico ao Pacifico

Bem amigos moto-andantes….

Já estamos acá. Aqui em Iquique.

Ontem saimos de Moquegua rumo ao Chile. Ainda nao sabíamos onde iríamos pousar, pois dependia de duas fronteiras, uma de saída do Perú e a outra de entrada no Chile. Já estávamos esperando que a saída do Perú fosse tao demorada quanto a entrada, deveria ser carimbo pra tudo que é lado, mas para nosso espanto a saída do Perú até que foi rápida, em torno de 30 minutos. Se eles fossem demorar demais, acho que subiríamos nos veículos passaríamos a aduana sem papel nenhum e yoda-se. Falando em yoda-se, AGORA…

Sim, esta placa ainda era no Perú, mas o que demorou desta vez foi a aduana do Chile. Só porque eles estao bem ao lado do Peru, parece que aquela aduana aprendeu a CARIMBAR. Era um tal de carimbo pra cá, carimbo pra lá, exigiram o tal papel com relaçao de passageiros lá do Peru e com todos os carimbos, e mais um monte de coisa. Levamos quase duas horas para fazer todos os tramites. Também levamos azar de estar cheio de gente. Parece que todo mundo tá viajando conosco, yorrrrraaa??? Cada aduana que chegamos tem um monte de fila, e do lado contrário tá vazio.

Bem, entramos no Chile (novamente) pelo mesmo ponto que saímos, em Arica. Logo na entrada da cidade paramos no mesmo mecanico de motos que trocou o sapatinho traseiro da Craudinha para “cambiar o aceite” das motocas novamente, pois já estavam com quase 3 mil km rodados, e como o anterior nao era o Yamalube, que pode ser trocado com 5 mil, já mandamos bala. O problema é que tudo isso, aduana mais troca de óleo, fez nossa viagem atrasar um pouco. Saimos de Arica já no final da tarde, rumo a Iquique. Aliás, este trecho tem uns 250 km sem posto. O primeiro posto é em Pozo Almonte, 50 km antes de Iquique. Cheguei no posto com uns 15 km rodados na reserva, acho que faltava só mais uns 15 de autonomia.

Voce vem pela ruta principal, abastece em Pozo Almonte e volta 5 km para pegar a estrada para Iquique, sentido litoral. Na parada para abastecimento em Pozo Almonte aproveitamos para jantar, isso já era quase meia-noite, ainda bem que a lua quase cheia estava nos acompanhando. Eh que além de perdermos todo aquele tempo, ainda perdemos 2 horas de fuso horário na passagem do Peru para o Chile. Chegamos num “restaurante” e eu perguntei: Tem alguma coisa aí pra comer? O cara respondeu: Agora só tem uma loira e uma ruiva, mas a morena já está terminando o serviço, pra quantos sao ???

Chegamos em Iquique meio tarde e fomos a procura de hotel. Depois de rodar uns 4 ou 5 achamos pouso em um que tinha os ultimos 3 quartos (Mazzo e Dona Mazza, Rey e Raynha e outro para o Luis Plein). Tivemos azar de chegar aqui bem no sabado a noite. Como é praia, tava tudo lotado. O Rey até parou na porta de uma “igreja” pra pegar informaçoes, achei até que ele iría arrumar um quarto para nós lá mesmo. Seria uma boa, pois ainda teríamos serviço de bordo incluso, hehehehehe…..

Hoje, como a tal zona franca só abria as 15 horas, por ser domingo, aproveitamos para passear um pouco pela cidade e molhar os pézinhos no Pacífico. Eita água gelada pra krai.

Depois seguimos rumo às compras para adquirir mais algumas bugigangas para encher o Zeh Alfredo, fomos jantar e viemos para o hotel. Falando em compras, adquiri o Pen Drive de 4 Gigas azul pelotas que o GDM tava me devendo. Depois eu mando a conta tá GDM??? Eh baratinho, qualquer U$ 5.000,00 tá pago.

Amanha cedo vamos passar na tal yamaha daqui pra ver se tem o cabo de velocimento novo pra Craudinha e nos mandamos para San Pedro do Atacama novamente. Talvez nao possamos ir pelo litoral, via Tocopila, parece que a estrada está interrompida devido aos tremores (aqueles que o bonde Picchu du Machu fez quando apareceu por aqui). Se estiver mesmo interrompida, teremos que ir pelo caminho normal mesmo.

O Luis Plein já se mandou hoje cedo para San Pedro, nem ficou para as compras. O tempo dele já está mais curto que o nosso, entao nao pode perder um dia aqui.

Abrax e vamo que vamo que ainda tem muita coisa pela frente. Estamos na segunda ida.

A melhor parte de sair do Perú é de parar de ouvir buzinha o dia todo. BIIIII, BIIIII, BIIIII….. PUQUIO QUE PARIUUUU !!!!

Bonde PICCHU DU MACHU.

Mazzo.

Comentários

Salve, Mazzooooooooooooooooo!!!
Bah, tchê! Não devias ter comprado esse PEN DRIVE, pois o Kanaan monitora também os blogs dos viventes da lista. Quem avisa amigo é; ele vai ficar te esperando na aduana, pode ter certeza.
Tás parecendo mais magro. Que bom. Comer enquanto pilota é difícil. Exceto mosquitos e outros insetos, hahaha…
Abrazon
EL GDM
gato.da.mata@gmail.com
http://www.paginadogaucho.com.br/

Fala Mazzo.
To aqui acompanhando tudo.
Show de bola a viagem e o blog, que nos permite viajar junto com vcs.
Abraços.
Leo.
Leo Dá20
ldld@dll.com


Postado em 22/01/2008

Como previsto…

Bem amigos moto andantes…

Conforme previsto, Iquique nao tinha o cabo de velocimetro da Craudinha. Passamos em 3 lojas da Syamaha, mas eram apenas revendas, inclusive de motos maiores, mas nenhuma tinha peças de reposiçao. Quando precisam, eles pedem para vir de Santiago. Leva uns 4 ou 5 dias, imagina se eu ia esperar??? Ainda bem que o meu GPS tem velocímetro, odômetro da viagem e odômetro parcial, senao eu tava yudido. Vou deixar pra resolver isso só mais pra frente, quem sabe só no Brasil.

Entao saimos logo depois da via sacra pelas yamahas com destino a San Pedro do Atacama. Como a estrada via litoranea até Tocopila estava mesmo interrompida devido aos tremores, tivemos que retornar pelo mesmo caminho. Mas desta vez nao entrei em Maria Helena para “tentar” abastecer. Abasteci em Of. Vitória e fui direto a Calama, 257 km. A Craudinha chegou na reserva, com 1,5 litros no tanque, ou seja, ainda dava pra rodar mais uns 20 e poucos Kms. É claro que fiz o trecho na maciota, no máximo a 100 km/h.

Até tentamos fazer uma visita na mineradora de cobre Chuquicamata, mas já era muito tarde e só agendando pro dia seguinte, entao esta visita vai ficar para a próxima.

Chegamos em San Pedro no final da tarde e já agendamos o passeio que fizemos hoje. Perto do que já visitamos nesta viagem, eu diria que foi mais ou menos. Visitamos duas lagoas muito bonitas no meio do deserto a mais de 4000 mts de altura, fria pra krai e o Salar do Atacama, que também nao achei lá aquelas coisas, isso pra quem já passou lá pras bandas de Machu Picchu né ??? Hehehehehe….

Por incrível que pareça, hoje choveu um pouco aqui em San Pedro, coisa rápida, mas já deixou algumas poças de água nas ruas de barro. Segundo o guia, que olhou para cima dos andes, nos disse que estava nevando. Amanha, antes de subirmos, vamos ter que perguntar na alfândega Chilena se a pista está aberta, senao teremos que esperar mais um pouco por aqui.

Grande abrax e até a próxima, que já deve ser da Argentina.

Mazzo.

Comentários

Aeeeeeeeeeee…
O cara cansou de escrever, hein?
Tá na unha…
Passa aqui nos pampas que te pago um churras.
Pra patroa também. E ainda por cima peço pro Diabolin trocar teu cabo.
Hehehe
EL GDM
gato.da.mata@gmail.com
http://www.paginadogaucho.com.br/

GD, o cabo do Mazzo é caso do Avelinho. Não me coloca em fria.
Mazzo: vem sem cabo mesmo. O importante é ser feliz, não importa por qual lado…
K. Diabolin
Kleber Diabolin
peterbr@terra.com.br
http://www.kwriter.com.br


Postado em 23/01/2008

Emoçoes a toda hora

Bem Amigos Moto-Andantes…

Viu como valeu a pena rezar ???

O caminho para Susques estava livre. Passamos por um pouco de neve na beira da pista, mas nada que impedisse nossa travessia.

Sobre este caminho nao tenho muito a comentar, pois é o mesmo que fizemos na ida. O único detalhe interessante é que, a Craudinha novamente venceu o percurso sem pedir arrego.

Enchi o tanque em San Pedro e subimos a serra. Sim, serra de 40 km que leva de 2.400 mts até 4.800 mts de altitude. É uma subidinha meio pesada. Como já me acostumei a motokar em grandes altitudes, nao enrolei o cabo e vim meio na maciota, em quarta a 60 km/h. O detalhe interessante é que, mesmo nesta velocidade eu passava todos os carros, mesmo com injeçao. Eles vinham a uns 40 km/h e a Craudinha (carburada) toda feliz dava umas piscadinhas pra esquerda e passava-os com umas piscadinhas pra direita. XdB, até parecia moto injetada. Como diz o Paulada: Tem gente que nao gosta, mas tem gente que Syamaha.

A Craudinha pediu reserva com 229 km rodados, depois de subir a baita serra e motokar por vários kms em altas altitudes. Chegamos no posto, em Susques, com 275 km rodados. Acho que já estava trabalhando só no vapor, mas como o frentista do posto é chato pra krai, parou de encher assim que a gasolina chegou perto da boca do tanque, nem quis dar mais um enchidinha, rs…… Colocou só 15,3 litros, mas com certeza entrava os outros 0,7 litros “forgados”.

Bom, depois deste percurso foi só alegria. Continuamos mais uns 150 km em altas altitudes, muito frio e depois descemos as curvinhas feitas para motociclistas. Paramos aqui em Jujuy no final da tarde, quando começou uma chuvinha fraca. O trecho de amanha também nao deve ter grandes novidades, pois é o mesmo que fizemos na primeira IDA. Também temos chegado meio tarde, para hospedar e comer. Os trechos agora sao de tocada e descanso, mas ainda tem alguns dias de férias, isso é o que importa, hehehehe….

Grande abrax

Mazzo (com mais alguns carimbos no passaporte).

Comentários

60 km/h? Isso é que chamam de roda presa, é?
EU mudei de idéia. Não quero mais ver as fotos.
Quero é ver o passaporte, hahahaha…
Ele sim deve ser interessante pra karáio.
Custa caro pra fazer hoje e essa tua motokadinha “básica” já comeu todas as folhas dele, hahahaha…
Abrazon e um yuta passeio de volta, Mazzo!
EL GDM
gato.da.mata@gmail.com
http://www.paginadogaucho.com.br/


Postado em 24/01/2008

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Bem amigos moto andantes…

Hoje também nao tenho grandes novidades, pois o caminho é igual ao da ida. Mas eu nao lembrava que era uma ————————————————— (reta) tao grande. Puts, na ida eu devia estar muito ancioso pra nao ver toda esta reta.

Saimos cedo, abaixo de chuva, lá de Jujuy e fizemos mais de 300 km abaixo de chuva, as vezes forte e alguns trechos com chuva fraca. Depois a chuva parou e fiou um pouco nublado nos outros quase 400 km. Isso depois do almoço com uma costela dura pra krai. GDM, vem aqui ensinar eles a fazer costela.

O detalhe interessante é que desta vez tinha mais borboletas na estrada do que na ida. Agora eu entendo aquela foto do Pilao cheio de borboleta nas barbas. Puquio que Pariuuuu…. Falando em borboletas, acho que vou comprar uma HD e entrar pro HOG. Ontem, na saida de San Pedro, conhecemos uns manos do Bodes do Asfalto que estavam de HD. Eles dormiram em Salta e eu reencontrei-os hoje, num posto antes de Saenz Peña, quando eu já estava saindo. A cada 100 km precisava parar para limpar as borboletas da viseira do capacete. Mas os Bodes tinham carro de apoio, claro né, coisa de HOG. Eu vi quando o mano chegou e entregou o capacete para o pessoal do carro de apoio ir ao banheiro limpar as borboletas. Coisa linda. Vou comprar uma HD.

Reta é yoda, voce anda anda anda anda e quando olha no odometro (do GPS, pq o da Craudinha ta parado) rodou só 5 km. Acho que deu mais de 500 km de reta. As vezes tem umas curvinhas de 1,57 graus ou até 2,33 graus, mas é difícil.

Em homenagem a BRAVA CRAUDINHA hoje lhe dei o sapatinho dianteiro novo de presente, aquele que eu tinha comprado lá em Salta. Agora ela tá mais feliz ainda. Acho que amanha, se eu enrolar o cabo, ela chega nos 120 km/h. Chegando em Saenz Peña (Puts…. descobri pra que serve aquele n com til nesses teclados aqui) fui numa gomeria (borracharia) e já coloquei o sapatinho novo. Vamos ver se ela fica ainda mais macia amanha.

Agora a noite, aliás que noite gostosa, aqui em Saenz Peña (como é bom usar o n com til, rssss….) paramos num barzinho ao lado do hotel (Presidente é claro) e tomamos todas as Quilmes que tinha direito. Infelizmente da Azul, pq nao tinha dá outra. Quer dizer, eu tomei e a Raynha me ajudou, pq os outros só bebem água, inclusive o tio Reynando, acho que é por isso que ele fica Reynando o tempo todo, rs……

A propósito, Saenz Peña tem 10 mulheres pra cada homem e 20 motonetas pra cada habitante. As motonetas sao feias, todas pequenininhas e barulhentas, mas as mulheres …….

Bom, amanha nova tocada até Pousadas, mas agora de sapatinho novo.

Ainda vai ter mais carimbo no passaporte. Afinal tem que sair da Argentina, rsss…. Depois eu vou escanear pra vcs verem.

Abrax

Mazzo (Indo dormir pra digerir as Quilmes),

Comentários

Aeee, mano.
1. Costela é uma especialidade (?) do Diabolin. Pobrito, que hay de se hacer.
2. De novo esse sapato? Fala sério, ficou carregando um pneu a viagem inteira? Tem carro de apoio? É aquele desarma alforges, carrega, etc?
3. HD é outra coisa… Um espetáculo. Compre duas.
Beijão procês do amigo aqui
EL GDM
gato.da.mata@gmail.com
http://www.paginadogaucho.com.br/

Aeeeee, Mazzo!
1.Costela é minha especialidade. Deixa que eu ensino a indiada. O GDM entende mesmo é de moqueca de peixe, vinho Merlot, essas coisas. Riquinho, zelite da Lista Shadow, sacumé…
2.O carro de apoio do HOG era vermelho que nem o de vocês? Acho que não. Gente pobrinha, sacumé…
3.60 km/h´tá ótimo. O Adv e o Giggio ia adorar, huahuahuahuahuahuah.
Baita abraço, mermão (reserva o ingresso do GDM para as fotos que eu vou).
Kleber Diabolin
www.kwriter.com.br/ojardimdodiabo
Kleber Diabolin
peterbr@terra.com.br
http://www.kwriter.com.br


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